Em 2018, a premiada ação urbana LUGAR, de Tom Lisboa, completa 10 anos e é uma das atrações do festival de fotografia CLIF.

Ganhadora do Prêmio Marc Ferrez de Fotografia e selecionada para o Prêmio Porto Seguro de Fotografia, esta ação já foi realizada por mais de 300 fotógrafos, em quase 100 cidades, de 18 países.
O trabalho consiste de um passeio por um trajeto pré-determinado em formato de L, de LUGAR (mapa acima), onde compartilharemos nossa experiência tirando fotos nos pontos marcados de 1 a 10.

A participação é gratuita. Basta trazer celular com o Instagram instalado.

Ponto de encontro no ponto1, esquina da Rua Almirante Barroso com Rua Treze de maio.
Dia/Horário: 28 de abril, das 17h às 18h.

ação urbana LUGAR no instagram @acaourbanalugar
ação urbana LUGAR na internet www.sintomnizado.com.br/lugar



No sentido horário, detalhes das fotos de Svetlana Pozharskaya, Nikita Pirogov, Maxim Ksuta, e Dmitry Vyshemirsky.

A Memória da Pessoa /O Destino da Sociedade. Rússia

Artistas:

Maxim Ksuta
Nikita Pirogov
Svetlana Pozharskaya
Dmitry Vyshemirsky

Curadora:

Irina Chmyreva
em parceria com PhotoVisa, International Festival of Photography, Russia


O século 20 foi um divisor de águas para a própria história. Como o estudo do passado, a história passou a ser reconhecida como uma investigação subjetiva e um instrumento a ser utilizado na manipulação da opinião pública, em outras palavras, ideológico. A própria história, como campo de investigação e narrativa, tornou-se crítica em suas implicações para a vida social e política. Conseqüentemente, o século XX pode ser visto como uma época de conflito sobre o controle dessa disciplina, que incluiu vitórias individuais na luta pela memória pessoal.

Estudos históricos parecem ser a ciência mais frágil sob a pressão dos regimes didatoriais. Hoje há burocratas e agentes políticos que consideram a história como um instrumento exclusivamente ideológico. Eles acreditam que podem orientar sua direção, abrindo caminhos de exploração e cancelando outros, retocando e revisando o que o público recebe, transformando suas páginas em palimpsestos. Só que a História é um campo guardado não por eles, mas por seres humanos comuns. São essas pessoas que buscam um sentido mais autêntico do passado, sem a manipulação do Estado.

Para a Rússia contemporânea, a luta por um estudo independente da história é um dos mais importantes conflitos entre o Estado e o indivíduo. O estado cada vez mais se volta para a tirania. O indivíduo exige a liberdade de lembrar, o que inclui o direito de pedir perdão, assim como compreensão frente ao portão escuro da eternidade. Atrás desse portão estão gerações de pessoas assassinadas em nome de "um futuro mais brilhante".

Esta é uma seleção de obras de quatro artistas de diferentes gerações.

Dmitry Vyshemirsky é um pioneiro na luta pela memória histórica das vítimas do regime de Stalin. Vyshemirsky foi um dos primeiros fotógrafos a mostrar a realidade dos campos de prisioneiros de Stalin, uma realidade duvidada por gerações de cidadãos soviéticos comuns que acreditavam que os campos eram uma ficção, uma propaganda criada por inimigos do Estado soviético.

No início do século 21, a fotógrafa Svetlana Pozharskaya, corajosamente, decidiu contar a verdadeira história de sua família. Olhando para as gerações futuras e preocupada que as memórias das gerações passadas sejam perdidas após a sua morte, ela explora fotograficamente o seu arquivo familiar.

O jovem artista Nikita Pirogov, em diálogo com as fotografias de seu avô, usa suas imagens para investigar a natureza de seu progenitor, procurando entender seu avô como artista e homem da Rússia do século XX.

Usando a mariposas noturnas como metáfora, o artista e filósofo Maxim Ksuta criou uma bela peça simbólica sobre o significado da memória. Atraídos pela luz, sem memória e sem a experiência de seus ancestrais, as mariposas morrem no fogo.

Na Rússia contemporânea, Memória e Tradição são dois dos tópicos mais discutidos na mídia de massa. Muitos defensores, pertencentes a diferentes campos políticos, olham para o passado para encontrar apoio para suas posições. Ao mesmo tempo, a história que é sincera e franca, particularmente em suas páginas sombrias, torna-se cada vez mais indesejável na discussão pública. Esta exposição é dedicada à história, sua tristeza e à promessa de se tornar a alma protetora da humanidade.

Irina Chmyreva, curadora.

Sobre Irina Chmyreva: Irina Chmyreva, Ph.D.
Irina Chmyreva é co-fundadora e diretora artística do PhotoVisa, o principal festival internacional de fotografia da Rússia. Sua mostra anual inclui exposições, leituras de portfólio, projeções multimídia, palestras e workshops. O PhotoVisa acontece no mês outubro, em Krasnodar, cidade localizada numa região próxima ao Mar Negro.
Além de seu trabalho no PhotoVisa, Chmyreva é escritora, curadora e pesquisadora. Nos últimos oito anos, ela tem sido a principal pesquisadora do Instituto Nacional de Teoria e História da Arte da Academia Russa de Artes, em Moscou. De 2011 a 2015, ela ocupou a função de Curadora Sênior do Projeto de Apoio à Fotografia na Rússia, coordenado pela Fundação IRIS.












abertura 3 de abril, 20h
até 30 de abril

galeria interARTividade, Pátio Batel, piso L3 (Av. do Batel, 1868, Curitiba/PR) Entrada Franca




O HOMEM ATRAVESSADO
Uma projeção de Fotografia sobre a obra de Mário Macilau
curadoria de Ângela Berlinde

A obra de Mário Macilau constitui-se como um dos mais sensíveis e comoventes retratos de Moçambique. Nascido em Maputo ali tem construído o palco da sua missão fotográfica, desenvolvendo uma prática inquieta no campo da fotografia, pautada pelo desconforto e por uma obsessiva busca em torno da fotografia que atravessa o coração dos homens. Esta projeção pretende revelar o universo autoral de Mário Macilau à luz da contemporaneidade e da fotografia documental, onde pertence por vocação.

Existe no coração de Macilau um conflito entre a culpa e a necessidade de intervir sobre a realidade que documenta. O seu trabalho representa uma tentativa de “iluminar as vidas frágeis e fugazes dos retratados e de lhes proporcionar um espaço de libertação, onde podem compor a sua imagem e reflectir sobre si próprias.”

No Homem atravessado pela Fotografia está Moçambique visto pelo seu olhar lúcido: a miséria social, a destruição do ambiente e as convulsões radicais do género humano. Nesta terra, Mário Macilau é um narrador com uma câmara pronta e urgente numa mão e na outra um coração.

Ângela Berlinde
Portugal Fevereiro de  2018

abertura 6 de março, 20h
de 7 a 31 de março de 2018

galeria interARTividade, Pátio Batel, piso L3 (Av. do Batel, 1868, Curitiba/PR) Entrada Franca




Balneário Alegria e L.ATino

Artistas: Pedro Vieira e Tiago Coelho
Curadoria: Milena Costa - Galeria Ponto de Fuga

Em Balneário Alegria Tiago Coelho reflete sobre o impacto de uma fábrica no meio de uma zona residencial da região de Porto Alegre. Em L.Atino Pedro Vieira revela os pensamentos e a história de Tino, um mecânico mexicanos que vive em Los Angeles e encontra em explicações esotéricas um caminho para sobreviver a vida de migrações. Ambos os artistas encontram nas histórias de pessoas desconhecidas e esquecidas, narrativas de experiências que revelam não apenas as vivências pessoais, mas também os espaços em que habitam. A Los Angeles que habita Tino em nada remete ao glamour Hollywodiano e o bairro de Guaíba em que vivem os personagens de Tiago Coelho, revela uma grande Porto Alegre invisível aos olhos dos transeuntes. Nesse movimento de tornar visível desejos futuros, Pedro e Tiago constrõem seus projetos e revelam as narrativas dos sujeitos que encontram e permanecem em suas imagens.

>>> Sobre Milena Costa, Pedro Vieira e Tiago Coelho

AIREZ galeria de artistas independentes
abertura 24 de março, às 19h
de 25 de março a 25 de abril de 2018

Rua 13 de maio, 778, cj 15, Curitiba/PR - Entrada Franca




26 de abril, das 14h às 20h

Cinemateca de Curitiba
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco, Curitiba - PR